Após longos
meses sem escrever decidi retornar compartilhando sobre o meu maior tesouro.
Como alguns já sabem sou Cristã e acredito na mensagem da cruz, a mensagem que
trouxe mudanças significativas as minhas crenças, visão de mundo e conceito
sobre a eternidade. Não é fácil seguir o caminho da integridade, somos facilmente atraídos por tantas coisas vãs e até mesmo dentro do templo podemos nos afastar de Jesus e nos tornamos simples religiosos que visitam a igreja todos os domingos. Nesses dias fui despertada para voltar as primeiras obras. Existia grande alegria ao ir a casa do Senhor, existia expectativa na palavra que seria ensinada, anseio pelos eventos dos departamentos, o coração ardia pelas vigílias, pelas consagrações. Foi quando percebi que na caminhada cristã nos deparamos com escolhas que nos desafiam a não nos mantermos focados e apaixonados por Cristo mesmo diante da nossa humanidade e dificultam o reconhecendo de quem somos, o poder do evangelho sobre nós e a nossa resposta a proposta arrebatadora que o
evangelho traz. E Qual é a proposta? Como alcançar? É possível?
Nessa semana
publiquei no facebook que estava com saudade das pregações que tem como foco
JESUS, tudo o que Ele é os ensinos e planos para nós. Esse pequeno desabafo foi
gerado por uma necessidade aguda por pregações que realmente façam a divisão
entre alma e espírito, juntas e medulas, discernindo a intenção dos corações,
lançando luz onde há trevas. Pregações que abordem o convite feito pelo
evangelho sobre Ética cristã, a conduta do homem determinada pela conduta de
Jesus, a partir do agir do Espírito Santo realizando uma obra nos corações. Tal
obra é iniciada quando reconhecemos que Jesus é o caminho, que somos pecadores
e que precisamos Dele. O salmista disse: vê se há em mim algum caminho mal e
guia-me pelo caminho eterno. Porque em Ti está o manancial da vida; na tua luz
veremos a luz, Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. É
isso! Existem trevas no coração do homem e precisamos da luz para extirpá-las.
E de onde vem essa luz? JESUS! Por meio do que? PALAVRA! E por que precisamos
dessa luz? Para enxergarmos a sujeira em nossas almas e sentirmos o anseio por
sermos limpos, limpos pela palavra, limpos por Ele. Um evangelho que não
transforma certamente não é o evangelho de Jesus.
Algumas
pessoas acreditam erroneamente que a graça de Deus respalda uma conduta que
ignora os princípios de Cristo, mas, a palavra diz: caros filhinhos, estas palavras vos escrevo
para que NÃO pequeis. SE, entretanto, alguém pecar, temos Advogado junto ao
Pai, Jesus Cristo, o Justo. A graça veio até nós quando Deus entregou seu filho
como sacrifício perfeito para que a partir disso Toda a razão da salvação fosse
Ele, por meio Dele, para Ele e não por nossas obras imperfeitas. A graça possibilita
chegarmos com confiança diante do trono Dele, nos permite andar por um caminho
íntegro com a pessoa do Espírito Santo. É importante estarmos cientes que todos
somos pecadores, mesmo quando não queremos pecamos contra Ele, mas o pecado não
tem mais poder sobre nós quando Cristo nos põe em liberdade por meio da
PALAVRA. E disse Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele
que comete pecado é servo do pecado. Se, pois, o Filho vos libertar,
verdadeiramente sereis livres.
A cada dia torna-se mais perceptível que as verdades mais dolorosas e
podres acerca de nós mesmos podem ser transformadas pelo evangelho VERDADEIRO.
Evangelho que dói, desmascara, quebranta e gera no homem um desespero genuíno
por mudança de vida. Temos visto pregações que nos acariciam, profecias que
prometem bênçãos sem medida, sem exortar e ensinar o caminho estreito. Onde
estão as pregações que mudam histórias? Onde estão às revelações profundas das
escrituras sagradas sobre os planos de Deus e princípios estabelecidos para o
homem que se dispõe a segui-lo com inteireza de coração? Precisamos do
Cristianismo que rasga a alma, que envergonha a hipocrisia, que nos faz desejar
ardentemente o Reino de Deus e a sua justiça.
Esse deve ser o
clamor da noiva. A igreja que adora reconhece a podridão em sua alma e
a carência extrema pela libertação por meio do Espírito Santo.
