quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Não plante sementes de solidão





Após muitos dias sem escrever confesso que estava com saudade. Escrever é como me libertar, escrever é um momento só meu e que gera bons sentimentos. Tem sido prazeroso compartilhar e receber um retorno acolhedor, obrigada a todos. Cris


A rotina do ser humano o tornou menos atraente, azafamado e previsível. Costumeiramente um convívio harmonioso é substituído por muitas divergências decorrentes dos julgamentos provisórios. A crítica tem sido um fator preponderante na destruição dos relacionamentos e exigir do outro passou a ser o mais correto a fazer.
Avaliamos as pessoas utilizando alguns critérios, tais como: profissão, comportamento, língua, situação econômica, origem familiar(tradições), hábitos no vestuário, hábitos gastronômicos, religião, aparência pessoal, raça (lembrando que esse termo só é utilizado na política quando se refere a igualdade racial (lei) pois o conceito de raças humanas-(classificações) não são mais utilizados). Facilmente observamos e rotulamos.
Existem pessoas que pelos mais diversos motivos e circunstâncias possuem pouca cultura acadêmica, porém são extraordinariamente inteligentes e o fato da maioria não enxergar não significa que não exista. Seres humanos que são soberbamente seletivos tendem a solidão.
Tenho visto que a marca visível nas pessoas que possuem os empregos mais simples, é a invisibilidade. Conheço pessoas que não querem a amizade de quem tem pouco dinheiro, ou não tem formação. Tudo tem girado entorno do que o outro pode oferecer. O resultado é superficialidade, pessoas que não sabem compreender e muito menos expressar seus sentimentos, não são gentis, nem mesmo sensíveis às necessidades de quem chamam de amigo. 
Aprendemos desde o início da vida a priorizarmos o que somos, sonhamos e queremos deixando sempre de lado o sentimento do outro, se magoará ou não (Intencionalmente). É necessário refletirmos se esse comportamento nos levará a felicidade. Pesquisei um pouco e vendo na minha própria vida, as pessoas que mais me amam e valorizam a minha existência não tem os melhores empregos e nem as melhores coisas, porém o valor delas pra mim é inestimável. Quem são as pessoas que verdadeiramente importam? Como estamos agindo? Temos sido egoístas buscando apenas a satisfação do ego? Avaliamos mais as outras pessoas do que a nós mesmos? Gostaríamos de receber o mesmo tratamento que temos ofertado? Precisamos melhorar! Precisamos decidir mudar!
Parece ser uma hipótese longínqua, mas se não acreditasse nem tentaria expor alguns pensamentos e leva-los a refletir sobre eles.
Penso muito e é o melhor que sei fazer rsrs. Os anos, dias e horas estão passando rapidamente. Temos muito a fazer, muito a quem se doar, que tal fazermos o que é certo só porque é o certo a fazer?
Certa vez um fazendeiro chamou seu filho e lhe entregou um saquinho com muitas sementes preciosas, sementes de abraços, sementes de beijos, sementes de compreensão, sementes de perdão, sementes de verdade, sementes de pureza e outras muito valiosas. O fazendeiro explicou que era importante plantar e regar todas aquelas sementes. O tempo passou e seu filho voltou frustrado dizendo: - Pai eu fiz o que mandou, mas a colheita foi tão inferior, preciso entender o motivo, no que errei? O pai respondeu:- Filho, você não errou, só não soube discernir e esperar os tipos e estações próprias de cada solo. E lembre-se sempre, algumas sementes serão plantadas apenas por generosidade e outros colherão seus frutos, mas o importante mesmo é plantar nos solos que tem raízes de amor, amor por você.

Esse texto dedico especialmente as pessoas que semearam na minha vida, não pedindo nada em troca.

Cristiane Celeste

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